quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Para pensar em públicos-alvos diversificados...

Turismo de saúde movimenta US$ 60 bilhões no mundo

No Brasil, o número de turistas em busca de tratamentos médicos ainda é pouco expressivo, apenas 180 mil nos últimos três anos; evento realizado neste mês espera trazer mais atenção ao mercado brasileiro e organizar o setor

Por Rafael Farias Teixeira

Não é só apenas de praia, trilhas e negócios que vive o turismo brasileiro. O Brasil tem tentado se destacar em um mercado chamado turismo de saúde, formado por viajantes que buscam em seus destinos alta qualidade nos setores de medicina e bem-estar. No mundo, esse tipo de turismo movimenta cerca de US$ 60 bilhões, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e os principais destinos são Índia, Tailândia e Cingapura.
Na tentativa de inserir o Brasil nesse roteiro, acontece nesta semana - entre os dias 25 e 28 de agosto -, em São Paulo, o “Medical Travel Meeting Brazil”, primeiro evento internacional que vai apresentar o cenário brasileiro para operadoras de saúde, brokers e facilitadores internacionais. “O evento será como uma vitrine e mostrará para o mundo o que temos de melhor na área médica”, afirma Mariana Palha, da Medical Travel Brasil, empresa especializada em turismo médico e responsável pelo evento.
Esse tipo de turismo ainda tem pouca expressividade no país. De acordo com o Ministério do Turismo, recebemos 180 mil pessoas do exterior em busca de tratamentos médicos nos últimos três anos. A Tailândia, por exemplo, recebeu 1,2 milhão de pacientes em 2007. Aqui no Brasil, o turismo médico responde por 18% dos hóspedes dos hotéis na cidade de São Paulo, que permanecem, em média, 3,3 dias na capital, segundo a SPCVB (São Paulo Convention & Visitors Bureau). A cada US$ 1 gasto em tratamentos médicos, US$ 8 são gastos em outras áreas. Segundo a organização do evento, o objetivo é formar um grupo de trabalho para fomentar esse segmento com ajuda de entidades da categoria médica e o governo.
Para mapear esse segmento de mercado, a organização do “Medical Travel Meeting Brazil” contratou uma consultoria internacional especializada em viagens médicas para estudar o setor e apontar as deficiências do país nessa área. A partir disso, os principais atores brasileiros dessa indústria terão ferramentas necessárias para estabelecer regras para o turismo médico no país (período que inclui desde o planejamento da viagem do paciente estrangeiro até o pós-atendimento em seu local de origem). Esses resultados serão apresentados no próprio encontro.
Recepcionando turistas e pacientes
Mariana Palha começou seu trabalho no setor de turismo de saúde em 2007, quando inaugurou a Prime Medical Concierge, empresa que oferece serviços e acompanhamento diferenciado para turistas que vêm ao Brasil em busca de tratamentos médicos. Formada em hotelaria na Suíça, notou em 10 anos de viagens o potencial do mercado em outros países. “Trabalhamos junto com médicos e hospitais, por isso os pacientes acabam conhecendo nossa empresa”, diz Mariana.
Segundo a empresária, muitos turistas vêm ao país sem conhecer a cidade de destino ou até mesmo o idioma. E há viajantes que nem sabem como chegar nos hospitais e hotéis. É aí que entra a Prime, para acompanhar a rotina deles durante suas estadas. A empresa começou com um investimento inicial de R$ 70 mil e em 2009 faturou em torno de R$ 650 mil. Em média, acompanha entre 15 e 20 pacientes por mês.
A Medical Travel Brasil é a segunda empresa de Mariana, que, segundo ela, pretende fazer conexões entre governo e empresas e médicos e hospitais para fomentar o setor do turismo de saúde. A empresa surgiu em 2009 e é criadora do evento “Medical Travel Meeting Brazil”, que levou um investimento de R$ 1,5 milhão.


Fonte: http://revistapegn.globo.com/

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