terça-feira, 31 de agosto de 2010

PARABENS THAIS!!!!!!

NOIVADO



Proximo dia 11/09, a Linda colega da loja Itabuna ficará NOIVA, Felicidades Thais é o desejo dos seus colegas...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Para pensar em públicos-alvos diversificados...

Turismo de saúde movimenta US$ 60 bilhões no mundo

No Brasil, o número de turistas em busca de tratamentos médicos ainda é pouco expressivo, apenas 180 mil nos últimos três anos; evento realizado neste mês espera trazer mais atenção ao mercado brasileiro e organizar o setor

Por Rafael Farias Teixeira

Não é só apenas de praia, trilhas e negócios que vive o turismo brasileiro. O Brasil tem tentado se destacar em um mercado chamado turismo de saúde, formado por viajantes que buscam em seus destinos alta qualidade nos setores de medicina e bem-estar. No mundo, esse tipo de turismo movimenta cerca de US$ 60 bilhões, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e os principais destinos são Índia, Tailândia e Cingapura.
Na tentativa de inserir o Brasil nesse roteiro, acontece nesta semana - entre os dias 25 e 28 de agosto -, em São Paulo, o “Medical Travel Meeting Brazil”, primeiro evento internacional que vai apresentar o cenário brasileiro para operadoras de saúde, brokers e facilitadores internacionais. “O evento será como uma vitrine e mostrará para o mundo o que temos de melhor na área médica”, afirma Mariana Palha, da Medical Travel Brasil, empresa especializada em turismo médico e responsável pelo evento.
Esse tipo de turismo ainda tem pouca expressividade no país. De acordo com o Ministério do Turismo, recebemos 180 mil pessoas do exterior em busca de tratamentos médicos nos últimos três anos. A Tailândia, por exemplo, recebeu 1,2 milhão de pacientes em 2007. Aqui no Brasil, o turismo médico responde por 18% dos hóspedes dos hotéis na cidade de São Paulo, que permanecem, em média, 3,3 dias na capital, segundo a SPCVB (São Paulo Convention & Visitors Bureau). A cada US$ 1 gasto em tratamentos médicos, US$ 8 são gastos em outras áreas. Segundo a organização do evento, o objetivo é formar um grupo de trabalho para fomentar esse segmento com ajuda de entidades da categoria médica e o governo.
Para mapear esse segmento de mercado, a organização do “Medical Travel Meeting Brazil” contratou uma consultoria internacional especializada em viagens médicas para estudar o setor e apontar as deficiências do país nessa área. A partir disso, os principais atores brasileiros dessa indústria terão ferramentas necessárias para estabelecer regras para o turismo médico no país (período que inclui desde o planejamento da viagem do paciente estrangeiro até o pós-atendimento em seu local de origem). Esses resultados serão apresentados no próprio encontro.
Recepcionando turistas e pacientes
Mariana Palha começou seu trabalho no setor de turismo de saúde em 2007, quando inaugurou a Prime Medical Concierge, empresa que oferece serviços e acompanhamento diferenciado para turistas que vêm ao Brasil em busca de tratamentos médicos. Formada em hotelaria na Suíça, notou em 10 anos de viagens o potencial do mercado em outros países. “Trabalhamos junto com médicos e hospitais, por isso os pacientes acabam conhecendo nossa empresa”, diz Mariana.
Segundo a empresária, muitos turistas vêm ao país sem conhecer a cidade de destino ou até mesmo o idioma. E há viajantes que nem sabem como chegar nos hospitais e hotéis. É aí que entra a Prime, para acompanhar a rotina deles durante suas estadas. A empresa começou com um investimento inicial de R$ 70 mil e em 2009 faturou em torno de R$ 650 mil. Em média, acompanha entre 15 e 20 pacientes por mês.
A Medical Travel Brasil é a segunda empresa de Mariana, que, segundo ela, pretende fazer conexões entre governo e empresas e médicos e hospitais para fomentar o setor do turismo de saúde. A empresa surgiu em 2009 e é criadora do evento “Medical Travel Meeting Brazil”, que levou um investimento de R$ 1,5 milhão.


Fonte: http://revistapegn.globo.com/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aniversariantes junho/julho/agosto

Bom dia,

Sintam-se convidados a comer o delicioso bolo em homenagem ao aniversariantes dos meses de junho, julho e agosto!
É hoje, às 18:30, na Matriz da Encantur.



Abraço.

sábado, 21 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Power Point com carteirinha.



Fonte: Revista Veja, agosto de 2010.

Interessante.

Redes sociais ajudam a melhorar o serviço público em SP

CC/Flickr SocialGrow

(CC/Flickr SocialGrow)

Proibidos em algumas empresas e órgãos públicos, sites de redes sociais começam a fazer parte da administração direta do estado, em usos que vão além de divulgação e marketing de ações. Com funcionários responsáveis por monitorar Facebook, Twitter e Orkut, órgãos e empresas prestadoras de serviços públicos vêm conseguindo melhorar o atendimento ao cidadão.

Ao menos quatro instituições - Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Polícia Militar (PM) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) - destacaram profissionais que acumulam, entre outras funções, o monitoramento de redes sociais. A partir de janeiro de 2009, quando São Paulo se tornou o primeiro estado a regulamentar o uso das redes no governo, as secretarias criaram perfis, principalmente no Twitter. A maioria, porém, para divulgação.

No caso do Metrô, o monitoramento é questão de segurança. No ano passado, a empresa incumbiu um funcionário de vasculhar as redes para, com as informações levantadas, definir ações. E o trabalho de Antônio Gonçalves de Oliveira, de 41 anos, já causa efeitos práticos.

Foi a partir de comentários em blogs e Twitter que Oliveira descobriu o planejamento do flash mob No Pants ("Sem Calças"), em maio de 2009. "Nunca havia ocorrido no Brasil. Houve discussão se poderia configurar atentado violento ao pudor", conta. "Pesquisei sobre o evento em outros países e vi que era pacífico. A partir daí, definimos uma tática." No fim, 500 pessoas participaram, acompanhadas por 16 agentes. Não houve ocorrências.

Na CPTM, que permite acesso às redes a todos os funcionários, o efeito concreto mais emblemático do monitoramento foi a instalação, no início do mês, de um painel na estação Guaianases, na zona leste, a partir de reclamações no Orkut. "Sugeriram um painel que informasse quanto tempo falta para o próximo trem", disse o presidente da companhia, Sérgio Avelleda.

Para especialistas, as redes devem ser fonte de pesquisa para estratégias de governo. "Deve ser ligada à gestão, e não à comunicação", disse Fábio Cipriani, autor de livros sobre mídias sociais. "Captura de informação nas redes é comum na Europa, e a tendência é se fortalecer aqui".

(Com Agência Estado)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/redes-sociais-ajudam-a-melhorar-o-servico-publico-em-sp

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mapa da Amazônia dividida é mentira deliberada, diz diplomata brasileiro
Mapa adulterado da floresta circula na rede há uma década. Governos dos EUA e do Brasil já investigaram e detectaram a montagem.
Daniel Buarque Do G1, em São Paulo


O falso mapa de livro didático que circula desde o ano2000 com boato sobre internacionalização daAmazônia (Foto: Reprodução)Na origem de um longo debate em que os brasileiros acham que os Estados Unidos querem invadir a Amazônia, e os americanos acham que o Brasil é paranoico está uma lenda urbana de mais de uma década, espalhada pela internet e reciclada periodicamente com popularidade surpreendente. Trata-se da história de que escolas dos EUA usam livros didáticos de geografia com um mapa da América do Sul adulterado, em que a região a amazônica aparece como “território internacional”. Por mais que a história já tenha sido desmentida oficialmente uma dúzia de vezes, muitos brasileiros ainda mencionam este caso sem saber exatamente se era verdade ou não, e até políticos brasileiros volta e meia pedem explicações oficiais do Ministério das Relações Exteriores sobre o assunto.Desde as primeiras menções ao caso, ainda no ano 2000, representantes diplomáticos brasileiros nos Estados Unidos começaram a investigar as origens do que aparecia como mais um boato, uma lenda da internet. O diplomata Paulo Roberto de Almeida, que então trabalhava como ministro conselheiro na Embaixada do Brasil em Washington, averiguou rapidamente que a história circulava em listas universitárias de discussão, mas que suas bases factuais eram frágeis, praticamente inexistentes. Logo em seguida, ao pesquisar em bases de dados e examinar os materiais disponíveis, concluiu por uma montagem feita no próprio Brasil.”"Esta 'notícia' aparentemente tão alarmante não tem base", diz, em um longo dossiê que publicou sobre os boatos. "Posso, sem hesitar, afirmar que os Estados Unidos não querem amputar um pedaço da nossa geografia nas escolas do país e que os supostos mapas simplesmente não existem."
Em entrevista concedida nesta semana ao G1, direto de Shangai, na China, Almeida confirma o que já tinha constatado anos atrás: reiterou que os boatos lançados a esse respeito sempre foram nacionais, criados inteiramente no Brasil. Segundo ele, os americanos nunca tiveram nada a ver com o caso e, de certa forma, foram vítimas dele, tanto quanto os milhares de brasileiros enganados. “É preciso deixar claro que o mapa não é uma questão estrangeira. Ele foi feito por brasileiros e para brasileiros”, disse. “É uma construção, uma mentira deliberada”, completou. Segundo ele, que investigou o caso enquanto viveu nos Estados Unidos, é possível traçar a origem desses rumores a grupos de extrema direita militar no Brasil, interessados em preservar a soberania brasileira sobre a Amazônia, "supostamente ameaçada por alguma invasão estrangeira. Neste caso, recorreram à fraude deliberada para reforçar seu intento", explicou. Curiosamente, disse, a causa acabou abraçada pela extrema esquerda antiamericana, e a histórica cresceu com a ajuda da internet.
É preciso deixar claro que o mapa não é uma questão estrangeira. Ele foi feito por brasileiros e para brasileiros. É uma construção, uma mentira deliberada" Paulo R. de Almeida, diplomata brasileiro. Almeida é doutor em Ciências Sociais, mestre em Planejamento Econômico e diplomata, autor de mais de uma dúzia de livros sobre o Brasil e relações internacionais, como "Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas". Em sua página pessoal na internet, ele reproduz seu dossiê sobre o caso, trazendo inclusive trechos da comunicação formal do então embaixador Rubens Antonio Barbosa negando a existência do mapa, que havia sido publicada no boletim da "Ciência Hoje" em maio do mesmo ano. A carta do embaixador, de junho de 2000, acusa um site brasileiro de criar a história. "Tudo parece ter originado, não de uma suposta 'conspiração americana' de desmembrar a floresta tropical amazônica, mas de desinformação 'made in Brazil' por setores ainda não identificados."Repercussão negativa oficial não foi suficiente, e o caso continuou crescendo e chegou até mesmo ao Congresso Brasileiro. Primeiro foi a Câmara de Deputados, que em junho de 2000 fez um requerimento formal pedindo ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, informações a respeito da "matéria veiculada na internet na qual o Brasil aparece em mapas dividido." Depois disso, em 2001, foi no Senado. A página na internet do Senado traz um pronunciamento do senador Mozarildo Cavalcanti, do PFL de Roraima, de 29 de novembro de 2001, em que chama a internacionalização da Amazônia de "processo inteligentemente armado para anestesiar as camadas formadoras de opinião e evitar reação". Depois de ler todo o texto da denúncia que circulava pela internet, o senador apelou ao ministro das Relações Exteriores para que investigasse a fundo o assunto o "atentado à soberania do país".
A ideia é tão hilária que me sinto bobo de falar sobre ela." Anthony Harrington, ex-embaixador dos EUA no BrasilSegundo o diplomata brasileiro ouvido pelo G1, o mapa se transformou em um refúgio para quem busca teorias da conspiração. "Quem quer acreditar, acredita em qualquer coisa", disse Paulo R. Almeida, explicando o porquê de o caso continuar tão popular mesmo depois de ser rebatido com fatos. "Os americanos nem deram atenção ao caso, foram pegos de surpresa e de forma involuntária. Só o Brasil dá importância a esta invenção."Resposta americana Logo que o caso surgiu, no ano 2000, Anthony Harrington, então novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, tentou dar uma resposta oficial e final ao assunto. "Existem aqueles no Brasil que acreditam que os Estados Unidos querem dominar o mundo. Eles vêm o Tio Sam como o grande abusador. Típico desta forma de pensar é a crença de que os Estados Unidos têm um plano secreto de invadir a Amazônia em nome de salvar a Floresta Tropical. A ideia é tão hilária que me sinto bobo de falar sobre ela. Mas em nome de seguir adiante, de permitir que americanos e brasileiros possam passar aos assuntos sérios que enfrentamos juntos, deixe-me deixar isso claro: A Amazônia pertence ao Brasil. Sempre vai pertencer. E o mito de que os Estados Unidos invadiria é simplesmente ridículo. Ponto Final."
Segundo o embaixador, os americanos são fascinados pela floresta, tanto quanto a maioria das pessoas em todo o mundo, mas o interesse do país é apenas em colaboração com o Brasil, ajudando a desenvolver a região de uma maneira que seja inócua para o meio ambiente e faça justiça aos formidáveis recursos naturais que os brasileiros possuem. "A idéia de que tropas americanas possam intervir na Amazônia é ridícula. Sinceramente, não merece comentários."Mesmo assim foi preciso voltar a tocar oficialmente no assunto, e a própria Embaixada Americana no Brasil manteve por algum tempo uma página de desmentido da história do mapa no ar. A página não existe mais no mesmo endereço. Entretanto, o site America.gov, que traz informações sobre política externa dos Estados Unidos e é produzido pelo Departamento de Estado, mantém no ar o texto do desmentido e os argumentos. A data da divulgação é de 2005, cinco anos depois do início da propagação do mito e três após a reportagem no principal jornal dos Estados Unidos.Rebatendo o mitoA resposta oficial diz que o e-mail forjado surgiu em 2000. "Não há indicação de que tal livro exista. A Biblioteca do Congresso dos EUA, com mais de 29 milhões de livros e outros materiais impressos, não tem registro dele. O banco de dados online do centro de estudo WorldCat, o maior banco de dados de informação bibliográfica, com mais de 47 milhões de livros, não tem registro do livro. Tal livro também não é encontrado em buscas na internet na Amazon e no Google" .O primeiro argumento usado para refutar a veracidade do livro é gramatical: "Muitos erros de grafia, gramática, tom inapropriado e linguagem" que são evidentes para um falante nativo de inglês. A resposta oficial do governo americano, apesar de ter demorado quase meia década, parte na mesma direção do embaixador brasileiro Rubens Antonio Barbosa, indicando que o trabalho aparenta ser uma invenção "made in Brazil" para criar "desinformação". O Birô Internacional de Programas de Informação continua seu texto apontando que "alguns dos erros de grafia nesta falsificação indicam que o falsificador era um falante nativo de português", diz, citando exemplo como a palavra "vegetal", que aparecia na mensagem original no lugar de "vegetable".
(...)
Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/mapa-da-amazonia-dividida-e-mentira-deliberada-diz-diplomata-brasileiro.html

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Interessante...

JN NO AR
Além dos aviões de carreira

Por Sylvia Moretzsohn em 10/8/2010

O show vai recomeçar. No dia 23 de agosto o Jornal Nacional iniciará uma série para turbinar a cobertura das eleições presidenciais: visitará uma cidade de cada estado brasileiro, além do Distrito Federal, a bordo de um jato Falcon 2000 – eventualmente substituído por um monomotor Caravan, no caso de municípios menores –, com o alegado objetivo de oferecer um panorama geral do modo de vida e das expectativas dos eleitores.

É uma reedição, agora pelo ar, da caravana que atravessou o país quatro anos atrás. Porém, como daquela vez, não trará novidade. Porque, como daquela vez, o principal não é informar sobre a vida e os anseios das pessoas, mas enaltecer a potência tecnológica da maior rede de televisão do país, numa evidente estratégia de marketing que apenas reforça a crítica ao desvirtuamento do jornalismo transformado em espetáculo autorreferente.

Quatro anos antes, a "caravana"

Em julho de 2006, o Jornal Nacional lançava a "Caravana JN", dedicando um bloco inteiro do telejornal para exibir a grandeza dos números: 15 mil quilômetros de estradas a serem percorridas; 380 quilos de equipamentos, que garantiriam transmissão via satélite de qualquer ponto do país; dois meses a bordo de um ônibus (o "motorhome", devidamente adaptado para a "missão") e oito dias num barco atravessando parte da região Norte. Comandada pelo jornalista animador dos Big Brothers, a expedição contaria, a cada quinzena, com outra celebridade: o casal-símbolo do JN se revezaria no deslocamento para as cidades por onde o ônibus passava, para dali ancorar parte do telejornal, arrastando consigo a previsível legião de figurantes.

Poeta reincidente, o jornalista-animador caprichava nas frases de efeito. Logo na estréia, por exemplo, se inspirou no nome da cidade de onde a caravana partia – a histórica São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul – para afirmar: "Do sul talvez possamos encontrar o norte de nossa missão mais facilmente...".

Quatro anos depois, o repórter é outro, mas a profusão de lugares-comuns persiste: o projeto "JN no ar" vai "decolar", a democracia vai voar "nas asas da informação", esse voo vai nos ajudar "a escolher melhor quem vai pilotar o Brasil depois da próxima eleição".

Da mesma forma, persiste a exaltação dos números: "Vamos voar pelo menos 55 horas a bordo deste jato executivo de fabricação francesa", capaz levar, "sem escalas, a qualquer ponto do território nacional", voando "a mais de 800 km/h" e carregando "700 quilos de equipamento" eletrônico, a ser montado em cada aeroporto para o envio das reportagens.

A mesma velha história

O nome escolhido para a série pode não ter sido o melhor – afinal, o JN, por definição, deve sempre estar "no ar" –, mas os propósitos declarados são os mesmos que sustentaram os da caravana, quatro anos antes: identificar "os desejos do Brasil". Não só as preferências eleitorais, não só "um retrato do estado, feito com base em dados de pesquisas de instituições respeitadas como o IBGE", mas aquilo "que não aparece nas planilhas, mas faz o orgulho de cada lugar: o bom humor dos seus moradores, suas ruas limpas (sic), sua riqueza de cultura e história".

Mereceria comentário essa intenção deliberada de exaltar as qualidades de nossa terra e nossa gente, tão característica dos tempos do "Brasil grande", quando a Globo, aliás, se firmou como campeã de audiência. Mais interessante ainda é indagar o quê, afinal, distingue esse enorme e custoso esforço de reportagem do material veiculado diariamente pela emissora. Apresentar o Brasil aos brasileiros – de preferência sem demagogias, mas aqui não se trata de discutir a orientação ideológica da empresa – acaso não é o fundamento de qualquer trabalho jornalístico?

Ao sabor do acaso

Na época da "caravana", o jornalista Mário Marona comentava, em artigo reproduzido neste Observatório ("Jornal Nacional tenta retomar o caminho. De ônibus", 1/8/2006):

"Uma rede de televisão que dispõe de 121 emissoras em todo o país, entre empresas próprias e afiliadas, todas com equipes de telejornalismo e com pelo menos uma equipe exclusiva para o Jornal Nacional em cada capital, não precisaria de um ônibus para mostrar o Brasil real".

Tampouco precisaria agora desse aparato aeronáutico, patrocinado por um dos maiores bancos do país, cujo logotipo viajará no leme do jatinho. Entretanto, como dizia o velho barão, há mesmo sempre algo mais no ar além dos aviões de carreira. Daí que toda essa parafernália se torna não apenas necessária como indispensável, porque o objetivo principal é a autopropaganda: legitimar-se junto ao público, exibindo seu poderio tecnológico, com a presença de jornalistas experientes, reconhecidos e reconhecíveis, identificados com a "marca" da emissora.

Nada disso é novidade, porém. A CNN teve o seu "Election Express", um ônibus que cruzou os EUA entre dezembro de 2003 e novembro de 2004, quando Bush saiu vitorioso. Na eleição de Obama, ano passado, exagerou de tal forma na mágica das holografias que poderia concorrer ao Oscar de efeitos especiais. Para o jornalismo inspirado em Hollywood, a informação é o que menos importa.

Novidade talvez seja a forma pela qual se definirá o destino do jatinho global: por sorteio, na bancada do Jornal Nacional, na véspera de cada viagem. Acrescenta-se aí um elemento típico de show de variedades, tão ao gosto da audiência. Quem sabe não se formarão listas nas "redes sociais" para tentar adivinhar as cidades a serem visitadas? Quem sabe não haverá rufar de tambores para sublinhar a excitação durante o sorteio? E o que diriam os nossos teóricos do jornalismo, ao se darem conta de que os "valores-notícia" podem oscilar ao sabor do acaso?

Resta indagar se, numa próxima visita de William Bonner a uma das nossas universidades que cultivam o convênio com a Globo, haverá alguém na platéia capaz de deixar de lado o deslumbramento para fazer as perguntas que realmente importam.


Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

BOM DIA!!!!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Parabéns (atrasado) Simone!





Beijo grande!

:)

Parabéns (atrasado) Hyllyes!




Abraço!

Feliz Dia dos Pais!



Homenagem a todos os pais e, em especial, ao colega Marcondes que recebeu ontem um presente todo especial! Parabéns pela filhota, Conde!


Abraços aos papais da Encantur!
:)