
Proximo dia 11/09, a Linda colega da loja Itabuna ficará NOIVA, Felicidades Thais é o desejo dos seus colegas...
Não é só apenas de praia, trilhas e negócios que vive o turismo brasileiro. O Brasil tem tentado se destacar em um mercado chamado turismo de saúde, formado por viajantes que buscam em seus destinos alta qualidade nos setores de medicina e bem-estar. No mundo, esse tipo de turismo movimenta cerca de US$ 60 bilhões, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e os principais destinos são Índia, Tailândia e Cingapura.
Na tentativa de inserir o Brasil nesse roteiro, acontece nesta semana - entre os dias 25 e 28 de agosto -, em São Paulo, o “Medical Travel Meeting Brazil”, primeiro evento internacional que vai apresentar o cenário brasileiro para operadoras de saúde, brokers e facilitadores internacionais. “O evento será como uma vitrine e mostrará para o mundo o que temos de melhor na área médica”, afirma Mariana Palha, da Medical Travel Brasil, empresa especializada em turismo médico e responsável pelo evento.
Esse tipo de turismo ainda tem pouca expressividade no país. De acordo com o Ministério do Turismo, recebemos 180 mil pessoas do exterior em busca de tratamentos médicos nos últimos três anos. A Tailândia, por exemplo, recebeu 1,2 milhão de pacientes em 2007. Aqui no Brasil, o turismo médico responde por 18% dos hóspedes dos hotéis na cidade de São Paulo, que permanecem, em média, 3,3 dias na capital, segundo a SPCVB (São Paulo Convention & Visitors Bureau). A cada US$ 1 gasto em tratamentos médicos, US$ 8 são gastos em outras áreas. Segundo a organização do evento, o objetivo é formar um grupo de trabalho para fomentar esse segmento com ajuda de entidades da categoria médica e o governo.
Para mapear esse segmento de mercado, a organização do “Medical Travel Meeting Brazil” contratou uma consultoria internacional especializada em viagens médicas para estudar o setor e apontar as deficiências do país nessa área. A partir disso, os principais atores brasileiros dessa indústria terão ferramentas necessárias para estabelecer regras para o turismo médico no país (período que inclui desde o planejamento da viagem do paciente estrangeiro até o pós-atendimento em seu local de origem). Esses resultados serão apresentados no próprio encontro.
Recepcionando turistas e pacientes
Mariana Palha começou seu trabalho no setor de turismo de saúde em 2007, quando inaugurou a Prime Medical Concierge, empresa que oferece serviços e acompanhamento diferenciado para turistas que vêm ao Brasil em busca de tratamentos médicos. Formada em hotelaria na Suíça, notou em 10 anos de viagens o potencial do mercado em outros países. “Trabalhamos junto com médicos e hospitais, por isso os pacientes acabam conhecendo nossa empresa”, diz Mariana.
Segundo a empresária, muitos turistas vêm ao país sem conhecer a cidade de destino ou até mesmo o idioma. E há viajantes que nem sabem como chegar nos hospitais e hotéis. É aí que entra a Prime, para acompanhar a rotina deles durante suas estadas. A empresa começou com um investimento inicial de R$ 70 mil e em 2009 faturou em torno de R$ 650 mil. Em média, acompanha entre 15 e 20 pacientes por mês.
A Medical Travel Brasil é a segunda empresa de Mariana, que, segundo ela, pretende fazer conexões entre governo e empresas e médicos e hospitais para fomentar o setor do turismo de saúde. A empresa surgiu em 2009 e é criadora do evento “Medical Travel Meeting Brazil”, que levou um investimento de R$ 1,5 milhão.
Fonte: http://revistapegn.globo.com/

Proibidos em algumas empresas e órgãos públicos, sites de redes sociais começam a fazer parte da administração direta do estado, em usos que vão além de divulgação e marketing de ações. Com funcionários responsáveis por monitorar Facebook, Twitter e Orkut, órgãos e empresas prestadoras de serviços públicos vêm conseguindo melhorar o atendimento ao cidadão.
Ao menos quatro instituições - Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Polícia Militar (PM) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) - destacaram profissionais que acumulam, entre outras funções, o monitoramento de redes sociais. A partir de janeiro de 2009, quando São Paulo se tornou o primeiro estado a regulamentar o uso das redes no governo, as secretarias criaram perfis, principalmente no Twitter. A maioria, porém, para divulgação.
No caso do Metrô, o monitoramento é questão de segurança. No ano passado, a empresa incumbiu um funcionário de vasculhar as redes para, com as informações levantadas, definir ações. E o trabalho de Antônio Gonçalves de Oliveira, de 41 anos, já causa efeitos práticos.
Foi a partir de comentários em blogs e Twitter que Oliveira descobriu o planejamento do flash mob No Pants ("Sem Calças"), em maio de 2009. "Nunca havia ocorrido no Brasil. Houve discussão se poderia configurar atentado violento ao pudor", conta. "Pesquisei sobre o evento em outros países e vi que era pacífico. A partir daí, definimos uma tática." No fim, 500 pessoas participaram, acompanhadas por 16 agentes. Não houve ocorrências.
Na CPTM, que permite acesso às redes a todos os funcionários, o efeito concreto mais emblemático do monitoramento foi a instalação, no início do mês, de um painel na estação Guaianases, na zona leste, a partir de reclamações no Orkut. "Sugeriram um painel que informasse quanto tempo falta para o próximo trem", disse o presidente da companhia, Sérgio Avelleda.
Para especialistas, as redes devem ser fonte de pesquisa para estratégias de governo. "Deve ser ligada à gestão, e não à comunicação", disse Fábio Cipriani, autor de livros sobre mídias sociais. "Captura de informação nas redes é comum na Europa, e a tendência é se fortalecer aqui".
(Com Agência Estado) JN NO AR Por Sylvia Moretzsohn em 10/8/2010 | |
| O show vai recomeçar. No dia 23 de agosto o Jornal Nacional iniciará uma série para turbinar a cobertura das eleições presidenciais: visitará uma cidade de cada estado brasileiro, além do Distrito Federal, a bordo de um jato Falcon 2000 – eventualmente substituído por um monomotor Caravan, no caso de municípios menores –, com o alegado objetivo de oferecer um panorama geral do modo de vida e das expectativas dos eleitores. É uma reedição, agora pelo ar, da caravana que atravessou o país quatro anos atrás. Porém, como daquela vez, não trará novidade. Porque, como daquela vez, o principal não é informar sobre a vida e os anseios das pessoas, mas enaltecer a potência tecnológica da maior rede de televisão do país, numa evidente estratégia de marketing que apenas reforça a crítica ao desvirtuamento do jornalismo transformado em espetáculo autorreferente. Quatro anos antes, a "caravana" Em julho de 2006, o Jornal Nacional lançava a "Caravana JN", dedicando um bloco inteiro do telejornal para exibir a grandeza dos números: 15 mil quilômetros de estradas a serem percorridas; 380 quilos de equipamentos, que garantiriam transmissão via satélite de qualquer ponto do país; dois meses a bordo de um ônibus (o "motorhome", devidamente adaptado para a "missão") e oito dias num barco atravessando parte da região Norte. Comandada pelo jornalista animador dos Big Brothers, a expedição contaria, a cada quinzena, com outra celebridade: o casal-símbolo do JN se revezaria no deslocamento para as cidades por onde o ônibus passava, para dali ancorar parte do telejornal, arrastando consigo a previsível legião de figurantes. Poeta reincidente, o jornalista-animador caprichava nas frases de efeito. Logo na estréia, por exemplo, se inspirou no nome da cidade de onde a caravana partia – a histórica São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul – para afirmar: "Do sul talvez possamos encontrar o norte de nossa missão mais facilmente...". Quatro anos depois, o repórter é outro, mas a profusão de lugares-comuns persiste: o projeto "JN no ar" vai "decolar", a democracia vai voar "nas asas da informação", esse voo vai nos ajudar "a escolher melhor quem vai pilotar o Brasil depois da próxima eleição". Da mesma forma, persiste a exaltação dos números: "Vamos voar pelo menos 55 horas a bordo deste jato executivo de fabricação francesa", capaz levar, "sem escalas, a qualquer ponto do território nacional", voando "a mais de 800 km/h" e carregando "700 quilos de equipamento" eletrônico, a ser montado em cada aeroporto para o envio das reportagens. A mesma velha história O nome escolhido para a série pode não ter sido o melhor – afinal, o JN, por definição, deve sempre estar "no ar" –, mas os propósitos declarados são os mesmos que sustentaram os da caravana, quatro anos antes: identificar "os desejos do Brasil". Não só as preferências eleitorais, não só "um retrato do estado, feito com base em dados de pesquisas de instituições respeitadas como o IBGE", mas aquilo "que não aparece nas planilhas, mas faz o orgulho de cada lugar: o bom humor dos seus moradores, suas ruas limpas (sic), sua riqueza de cultura e história". Mereceria comentário essa intenção deliberada de exaltar as qualidades de nossa terra e nossa gente, tão característica dos tempos do "Brasil grande", quando a Globo, aliás, se firmou como campeã de audiência. Mais interessante ainda é indagar o quê, afinal, distingue esse enorme e custoso esforço de reportagem do material veiculado diariamente pela emissora. Apresentar o Brasil aos brasileiros – de preferência sem demagogias, mas aqui não se trata de discutir a orientação ideológica da empresa – acaso não é o fundamento de qualquer trabalho jornalístico? Ao sabor do acaso Na época da "caravana", o jornalista Mário Marona comentava, em artigo reproduzido neste Observatório ("Jornal Nacional tenta retomar o caminho. De ônibus", 1/8/2006): "Uma rede de televisão que dispõe de 121 emissoras em todo o país, entre empresas próprias e afiliadas, todas com equipes de telejornalismo e com pelo menos uma equipe exclusiva para o Jornal Nacional em cada capital, não precisaria de um ônibus para mostrar o Brasil real". Tampouco precisaria agora desse aparato aeronáutico, patrocinado por um dos maiores bancos do país, cujo logotipo viajará no leme do jatinho. Entretanto, como dizia o velho barão, há mesmo sempre algo mais no ar além dos aviões de carreira. Daí que toda essa parafernália se torna não apenas necessária como indispensável, porque o objetivo principal é a autopropaganda: legitimar-se junto ao público, exibindo seu poderio tecnológico, com a presença de jornalistas experientes, reconhecidos e reconhecíveis, identificados com a "marca" da emissora. Nada disso é novidade, porém. A CNN teve o seu "Election Express", um ônibus que cruzou os EUA entre dezembro de 2003 e novembro de 2004, quando Bush saiu vitorioso. Na eleição de Obama, ano passado, exagerou de tal forma na mágica das holografias que poderia concorrer ao Oscar de efeitos especiais. Para o jornalismo inspirado em Hollywood, a informação é o que menos importa. Novidade talvez seja a forma pela qual se definirá o destino do jatinho global: por sorteio, na bancada do Jornal Nacional, na véspera de cada viagem. Acrescenta-se aí um elemento típico de show de variedades, tão ao gosto da audiência. Quem sabe não se formarão listas nas "redes sociais" para tentar adivinhar as cidades a serem visitadas? Quem sabe não haverá rufar de tambores para sublinhar a excitação durante o sorteio? E o que diriam os nossos teóricos do jornalismo, ao se darem conta de que os "valores-notícia" podem oscilar ao sabor do acaso? Resta indagar se, numa próxima visita de William Bonner a uma das nossas universidades que cultivam o convênio com a Globo, haverá alguém na platéia capaz de deixar de lado o deslumbramento para fazer as perguntas que realmente importam. | |